sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ser homossexual e solidário no caos em Santa Catarina

A imprensa nacional tem mobilizado os seus melhores profissionais de jornalismo para cobrirem o caos que está acontecendo em Santa Catarina. Hoje pela manhã o Hoje em Dia e o Mais Você, principais programas matinas da Record e Globo, respectivamente, foram os exemplos mais fortes dessa “comoção” da mídia nacional.
A TV local não está indiferente a isso tudo, a TV Itapoan (Rede Record) e a TV Bahia (Rede Globo), assim como suas matrizes, também estão nessa guerra, e é claro que ninguém quer perder a possibilidade de ser a boazinha da TV. Mas isso é o de menos na minha avaliação, é claro que o principal é ajudar as pessoas que estão precisando, mas seria hipócrita não levar em conta a imagem que ambas as emissoras estão criando com tudo isso.
Bem, vamos ao cenário LGBT, que é o que me interessa nesse momento. Assistindo aos programas nacionais e locais e as coberturas da catástrofe em Santa Catarina, fiquei pensando que essa seria também uma oportunidade para os homossexuais mostrarem sua união, organização e solidariedade. Porque não mobilizar também todo esse batalhão cor-de-rosa nessa empreitada pela caridade.
Então é isso! O Grupo Gay da Bahia, as boates, os bares no Beco, os sites e portais LGBT de Salvador podem sim reunir um número considerável de pessoas que possam ajudar nesse momento. Juntar donativos ou depositar quantias diversas, visando apenas colaborar com essa corrente pelo bem. Contudo volto a repetir: “É uma situação triste, mas oportuna” vamos aproveitar e mostrar que não somos somente feitos de festas, noitadas e badalações, mas de coração e sentimentos, capazes de se sensibilizar com as aflições dos outros.
Parece até pretensão minha, mas conseguimos organizar tantas coisas, a rede de contados desses grupos, empresas e empresários é tão extensa na hora de produzir uma Parada Gay ou festas temáticas todos os finais de semana, por que então não ajudar a quem precisa? Tenho certeza de que o mailing(contatos) desses profissionais está repleto de nomes, então vamos colaborar também!
Não esquecendo que este é um movimento de integração social, logo é imprescindível expor a comunidade gay como agente mobilizador dessa iniciativa, reunir doações e expressar essa colaboração. Vai uma sugestão: juntar todas as doações na sede do GGB, por exemplo, e entrar em contato com a produção dessas TV’s já citadas e mostrar solidariedade.
12 cidades já declararam situação de calamidade pública e mais 33 em estado de emergência em Santa Catarina, as enchentes destruíram diversas casas e são cerca de 700 desabrigados, mais de 100 mortos e uma série de outros dados de destruição sobre esse Estado brasileiro. É impossível não se comover, mas também é um momento em que precisamos mostrar nosso lado mais humano.
Até mais...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

SOCORRO, ALGUÉM SALVE O BECO DOS ARTISTAS!

Um sábado à noite em Salvador e a vontade de se divertir. Uma combinação aparentemente perfeita, pode tornar-se um desastre para a maioria dos homossexuais que pretendem freqüentar ou dar uma passadinha no criticado Beco dos Artistas.
O que acontece é que antes, uma simples birra das bichinhas mais “finas” que não suportam o BA (crêa!) está tornando-se um fato inegável. É que de uns tempos para cá o lugar tem sido tomado por usuários de droga e isso tem feito do Beco um verdadeiro inferno, repleto de marginais e sempre palco, não mais de shows de drag’s e amigos reunidos, mas de brigas e outras demonstrações de violência.
Daí eu me pergunto meus caros internautas e freqüentadores do Beco (assumidos ou não) de onde vem essa droga? Afinal de contas alguém de lá está mantendo esse “mercado” sob algum interesse e sejamos sinceros, muitos de nós sabe de onde ela vem! Infelizmente ainda pretendo escrever muita coisa e dizer isso abertamente aqui pode complicar muito as coisas para mim.
Uma fonte muito confiável me garantiu de onde vem a droga que está destruindo o Beco dos Artistas e expulsando os gays de lá. Agora nós temos que lutar com outras armas e começar a exigir que nosso espaço seja respeitado. Eu sei que as “finas” vão se opor a isso e achar bem feito que esse seja o fim, mas quero lembrá-los que é assim que as coisas acontecem mesmo. Vamos abrindo mão daqui e dali, quando nos dermos conta, estamos sem ter aonde ir. E a bem da verdade todos sempre acabamos ou já pusemos nossos belos pés por lá, seja agora ou no passado.
Por isso espero que as pessoas se conscientizem e declarem guerra a essa situação e exijam dos empresários que lucram muito dinheiro em cima do nosso consumo que dêem mais atenção ao Beco dos Artistas e a segurança do público que ali está todo final de semana, enchendo os copos de cerveja, comprando seus cigarros, lotando suas boites (opa, só tem uma!).
Só como um dos exemplos, nesse último sábado presenciei uma verdadeira cena de agressão com direito a garrafas e tudo mais. De repente duas viaturas da Polícia Militar estavam por lá e o clima ficou tão tenso que pouco tempo depois o BA estava às moscas, exceto por um bar em especial onde essa aglomeração baixo-astral se reúne.
Sempre estou lembrando “sejamos mais atentos”. Vamos brigar por esse espaço tão especial, afinal lembro-me com saudade o tempo que freqüentava o BA para curtir realmente, sem medo, sem drogas, com uma paquera sadia e como um ponto de encontro para ir pra Off, pra Tropical, pras raves, pra onde quer que fosse.
Lembrando que sou bem jovem, ou seja, cada dia mais rápido estão tirando de nós o pouco que temos. Será isso justo?! E para algumas bibas: “PAREM DE BANCAR ESSES MICHÊS DE SEGUNDA” e alimentar esse fluxo de aproveitadores no Beco.
Até mais...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sobre o tempo...

Mais uma noite fria em Salvador, estranho para uma cidade conhecida pelo seu calor. Andando em meio aos bares noturnos, pude ver ao longe vários casais passeando na orla, de mãos dadas, beijado-se apaixonados, só uma coisa me impressionava, eram todos héteros.Fiquei refletindo sobre o que está havendo com nossa geração. Somos uma comunidade sem bases firmes de orientação sentimental, de convivência harmoniosa, e não estamos caminhando para a construção delas, na verdade estamos nos afastando das possibilidades de criar novas formas de se relacionar, amar, namorar, viver.As perspectivas de futuro são cada vez mais incertas, e apenas o momento torna-se mais importante minuto a minuto. Não pensamos mais no dia seguinte, que o corpo precisa parar, a mente precisa de repouso e a alma de paz. Abusamos do frenesi que é a vida noturna homossexual, a frivolidade do nosso dia a dia, das grifes, dos amores frágeis...Do que adianta querer essa liberdade e não saber aproveitá-la. Não digo de sair por aí “curtindo” a vida, mas trabalhar nossa vida, malhar ela e não só o corpo. A vida precisa ser remexida, revirada, reformada, revivida, antes que acabe, afinal tudo passa minha gente! Os riscos são muitos, o tempo é pouco e os prazeres merecem ser aproveitados em sua plenitude de maneira segura. Nossa realidade enquanto gays é tão pequena, efêmera, que posso garantir que muitos de nós estamos entre “ficantes” e mais “ficantes”, mas e o resto? O futuro? Você já se imaginou envelhecendo ao lado de alguém? Provavelmente não, o namoro não durou o bastante, suponho. Vamos puxar o freio um pouco... A sociedade como um todo é frenética, não é uma característica só nossa, mas as pessoas se controlam, porque os gays não?! Porque temos que correr como loucos, como se o mundo acabasse amanhã? Sabem por que tantas perguntas? Porque ninguém se preocupou em dar as respostas, ao invés disso, se criam mais incertezas sobre a comunidade LGBT. Estamos despreparados para o futuro, como crianças que acabaram de nascer, o problema é que só nos daremos conta disso num período da vida no qual não haverá muito que fazer e seremos as “bichas velhas” que hoje criticamos. Contudo não paramos para pensar na geração “delas”, afinal não existia a liberdade da qual usufruímos atualmente, as possibilidades, o conhecimento livre e 100% disponível. Ao contrário de nós as bias de hoje não tiveram as oportunidades que estamos tendo de construir nossas regras, limites, relações... Estamos caminhando para um retrocesso de valores, agindo como os promíscuos, que a sociedade em geral pinta. Assinando em baixo os termos criados pelos mesmos que apontam para nós nas ruas e nos coloca nos guetos, nos cantos, no escuro, até nos subjugarem como inferiores que nos deixamos ser.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

7ª Parada Gay - Hora de se movimentar!!!!

O tema da 7ª Parada do Orgulho Gay, que aconteceu no último domingo (14), trouxe como tema principal a luta contra o ódio aos homossexuais, ou seja, a prática do crime de homofobia.Crime este que tem ceifado a vida de centenas de gays durante todo o ano no Brasil, levando o nosso país e principalmente a cidade do Salvador a subir em disparada para o topo das paradas da violência contra a diversidade sexual.Esse ano de eleição, com um tema tão importante, acredito que um momento marcante – único que presenciei – foi a reflexão da transformista Dion. Em cima do trio ela parou a Carlos Gomes e lembrou a intenção maior da Parada, que era o nosso direito de sermos nós mesmos, todos os dias, independente do local. Seja no trabalho, na escola, na faculdade, da padaria.Afinal, cara comunidade LGBT, vocês conhecem algum negro que mude de cor para sair de casa? Um nordestino que se torne sulista para caminhar por São Paulo, ou ainda uma mulher que vire homem antes de dirigir seu carro ou até de consertá-lo? Pois é, nenhum de nós conhece gente assim, não porque essas pessoas já tenham conquistado seus plenos direitos de liberdade, mas porque lutaram e continuam lutando por espaços, por destaque, por respeito. Assim como nós devemos fazer! Abrir mão dos títulos, dos rótulos, das grifes, dos supérfluos e começarmos a pensar no futuro que está batendo à nossa porta nesse instante, nos dizendo o quanto as coisas mudam e como podemos sofrer mais a frente se não prepararmos a sociedade pra nos receber enquanto cidadãos, seres humanos. A 7ª Parada do Orgulho Gay, foi um belo carnaval fora de época, atraiu turistas, “simpatizantes” e tudo mais de categorias que nossas mentes podem criar. Porém num todo, somos homossexuais e a união é a única forma de garantirmos melhoras, progresso e liberdade sexual. Fora isso nos restará eternamente os guetos, como foi para os negros, a violência e o preconceito.Não quero dizer com isso que a Parada Gay foi um momento perdido. Os 365 dias estão sendo perdidos, quando nos negamos ser quem somos no trabalho, na faculdade e em tantos outros ambientes como já citei. Estamos assumindo a cada dia a cultura heterossexual, negando a possibilidade de criarmos nossos próprios alicerces.Poty, nassau ou qualquer outra marca de cimento que possamos fazer, policiando os próprios movimentos, voz e qualquer outra coisa que nos “denuncie” como bandidos foragidos da policia, deve ser repensado. É assim que vamos construir o quê? Pessoas acuadas num canto, só sendo sinceras consigo mesmas no escuro da boate, dos bares, dos becos, das esquinas, dos banheiros públicos como insetos? Está na hora de sermos grandes, pensarmos grande. Somos universitários, profissionais gabaritados, inteligentes, donos dos nossos próprios negócios, casas, apartamentos, carros, e movimentamos um mercado ganancioso. Tudo isso pra alimentar nossos próprios algozes?
Um gay assassinado a cada três dias nesse país! Faça suas contas... e boa sorte!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Militante LGBT paga "pau" pra gogoboy no Beco!

Tem mais ou menos uma semana que estive no Beco dos Artistas, estava um pouco fora do meio devido à correria que está a minha vida, além de um namoro fadado ao fracasso com mais um carinha que quer uma marionete em suas mãos ao invés de um outro ser humano ao seu lado.Bem, chegando lá (no Beco) a mesma vontade súbita de virar as costas e sair correndo... As mesmas pessoas, as mesmas fechações, as mesmas bichinhas pré-adolescentes, de roupas mega apertadas, além de moleques com caras de “elzas” e maconheiros na entrada, fazendo do submundo, que ali é, mais submundo ainda.Circulando com meus amigos, encontrei um antigo affair, que por sinal é um gogoboy, e como não poderia ser diferente comecei a conversar com ele, foi então que um famoso candidato a vereador, defensor da causa LGBT, militante do meio, se aproximou de nós dois.Quando imaginei que ouviria aquelas já conhecidas propostas e jargões de candidatos, eis que ele, pois a mão dentro da calça do “menino” e começou, como posso dizer.... a “quibá-lo”. Pasmem meus amigos, um suposto representante da causa, “quibando” um molequinho malhado da minha frente e na frente de dezenas de bichas afoitas que não se deram ao trabalho de perceber.Pois bem, no meio da confusão de purpurina que é o Beco dos Artistas, até mesmo as possíveis autoridades se deixam levar pelo calor do momento. Humano isso? Tudo bem concordo, mas tenhamos respeito, afinal não se faz isso em todo lugar, em todo momento, nem com qualquer um.Resumo da ópera, como um militante, candidato a um cargo público, ele deveria ao menos respeitar a mim que vi, ao gogo, e a si próprio, deixando para fazê-lo no reservado do seu quarto e em particular. Eu pelo menos não faço esse tipo de coisa pra todo mundo ver e você? Será que é esse o candidato que vai nos representar futuramente?Já comentei isso no meu blog anteriormente. São pessoas que nunca foram eleitas por nós pra serem que se dizem ser, mas agora há a possibilidade de fazer deles esses representantes ou não, se nos enxergarmos neles e eu particularmente, não me enxergo.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Aplausos para Ginna, Valerie e vaias ao Camarim!

Ontem eu cheguei atrasado, mas consegui me divertir muito com as loucuras de Ginna D’Mascar (com dois ‘n’ agora). Uma noite de muita risada e aplausos, espontâneos, diferentes do que se ouve na Tropical News!
Pois bem, momentos como o “Mãozinhas, mãozinhas” e a apresentação da profissionalíssima, Valerie O’Rarah, foram muito legais. E falando na Valerie, ela agora está à frente do “Salto Alto” no Oxente Salvador o que promete muita competência e diversão.
Contudo houve momentos “over’s” ontem à noite, em especial no bar Camarim, onde mais uma vez presenciei uma cena de grosseria por parte do proprietário que, provavelmente, por não confiar em seus funcionários e quiçá na própria sombra, inventou de ficar no caixa.
Pra quê se propor a atender clientes se não têm o menor tato e educação para tal função? Ele foi super ignorante com um CLIENTE e eu fico me perguntando: "porque as pessoas ainda não se indignaram com isso?", afinal não é a primeira vez que ele protagoniza cenas do tipo. Isso é coisa de gente mal amada, porque ele tem bons motivos ($$) para nos tratar muito bem.
Logo depois, enquanto assistia e me divertia com a Ginna, eu pensei em algumas coisas que estarei divulgando aqui em breve, inclusive pretendo revelar minha identidade e acredito que algumas pessoas vão se surpreender com isso. Dentre essas coisinhas, está também uma idéia pra criar uma semana ou dias específicos, quem sabe, para abordar temas ligados diretamente a cultura GLS, no Beco dos Artistas, transformando aquele ambiente num lugar de entretenimento de qualidade e informação.
Ouvi rumores por lá de um abaixo-assinado para o fechamento do espaço por causa das reclamações dos moradores. Segundo informações que eu consegui o espaço “Beco dos Artistas” pertence a uma família de advogados, ou seja, donos do local, que se beneficiam de todos os aluguéis dos bares e/ou boates.
É de se imaginar que será uma briga feia até conseguirem alguma coisa com essa mobilização, porém não tiro a razão dos moradores dali. Está mais do quê na hora de trazer um pouco de vida aquela escuridão que é o BA e quem sabe fazer isso durante o dia. Nada por ali acontece pela tarde. Porquê?
Quem sabe mesas-redondas, debates, mostras de artes de todo tipo. Vamos por as cabeças pensantes do meio GLS para trabalhar e pararem de badalação. Todo mundo quer entrar na boate de graça, ter passe livre no Marujo, dançar e se exibir no Camarim, mas usar de suas conquistas pra impulsionar pra cima os alicerces que faltam entre os gays, ninguém quer.
Será que é receio de serem pegos, descobertos em suas futilidades e mentes improdutivas, incapazes de formular uma idéia e por em prática um projeto de real valor?

Veremos... Até mais...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Um voto de confiança!

Essa semana estava conversando com um grande amigo meu. Engraçado, estávamos no Beco dos Artistas, falando sobre assuntos sem muita importância, quando repentinamente, ele começou uma conversa sobre adoção de crianças por casais homossexuais. Vindo dele, que é como é, me pareceu meio estranho, mas...
Pois bem, continuamos tratando daquele tema, quando ele me disse uma coisa interessante. Que provavelmente algumas leis mudariam a estrutura de vida social de muitos gays, como conhecemos hoje em dia. Fiquei meio confuso até que ele me explicou, que garantindo direitos normais a qualquer cidadão e dando liberdade sexual plena, através de uma espécie de “voto de confiança” aos homossexuais, nós galgaríamos mais um degrau pra fora dos guetos escuros, dos bares cheios de fumaça e fechação já habituais.
Estaríamos destinados à evolução! A termos responsabilidades e menos futilidades, mas direitos e deveres, menos libertinagem. Afinal é o que realmente falta aos gays. Um pouco de prumo, de direção, de alguns alicerces.
Direitos quanto à união estável, a adoção, a liberdade com segurança e tantas outras mudanças, certamente farão diferença no atual cenário gay, mas também traçarão a partir daí um novo rumo para a cultura GLBT existente. Provavelmente uma perspectiva mais positiva do futuro em relação ao que ele nos parece atualmente.
Em meio a está mesma conversa discutimos sobre como as coisas estão mudando rápido e até então para pior. Não que sejamos pessimistas, mas somos jovens de 23 anos que já podemos notar como tudo está cada vez mais precoce, como as “bichinhas” novas, cada vez mais novas, estão fora de suas casas, da realidade que nos cerca e sem bases que os possam apoiar nessa caminhada rumo ao auto-conhecimento.
Se grande parte das famílias não apóiam seus parentes homossexuais, hoje em dia no ambiente gay que aí está, cada vez mais degradado, não se encontra mais nem amigos leais ou “boas companhias”, mas sim, uma dúzia de “viadinhos” que só falam de grifes, cultura pop em geral e não pensam nem um pouco nos próprios futuros e no quê está reservado para eles quando esse tempo for o presente.

Até mais...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Gina & o BA!!!!

Estive ocupadíssimo esses dias, mas estou de volta.
Hoje não falarei da Tropical, nem de Andrezza, nem de Heackel, nem de Cellus, nem da liga do bem nem da liga do mal que está se formando entre as transformistas em geral... rsrs! Isso é assunto pra depois.

Agora eu quero falar de Gina D’mascar e do Beco dos Artistas.
Ela sempre arrasa nas apresentações do seu famoso show às quartas-feiras. Muito humor, contato com o público, alegria e descontração. É realmente um momento no Beco dos Artistas, onde as atenções estão no palco.
Há quem diga que ela está repetitiva, mas mesmo assim é impossível não rir de suas atuações, interpretações de grandes sucessos e suas intervenções junto ao show das amigas e com a platéia.
Quadros como o “Mãozinhas, mãozinhas”, “Intimidades” e tantos outros momentos, são divertidos e nos fez sentir um pouco fora da pura ostentação do mundo GLS e se sentir à vontade em ser gay!
As pessoas criticam tanto o ambiente (Beco) do show, mas até hoje eu não entendo porque, afinal desde que freqüento o BA, só o que tem mudado é o público freqüentador, porque a viela, continua a mesma, inclusive o lixinho da entrada. Acredito que o que realmente mudou foi o lixo, que saiu da porta e entrou, junto com as “bichinhas teenagers”.
Pois é, vamos cair na real e assumir que todas passam por lá mais cedo ou mais tarde e não estou indo longe em termos de anos ou meses, digo que umas chegam às 20h e outras às 23h, no máximo.
Um amigo meu fez uma análise interessante: os héteros freqüentam ambientes iguais todos os finais de semana. Tem os que vão à ED10 todo sábado, ao Forró da AABB as sextas e assim o fazem por semanas e semanas e nada de serem catalogados com rótulos comuns, como acontece com os gays.
Aliás, tudo que é comum aos gays, normalmente foi criado por um gay. “Bichinha de beco”, “offeiros”, “bichinha de Aruba” e etc... São só alguns exemplos. Tudo uma baboseira sem fim!
O maior problema do Beco, da Off, da Tropical e da Aruba, são as bichinhas mal educadas, mal nascidas (não ler financeiramente), sem cultura, sem senso do ridículo, sem modos, ai, sem nada! Salvo, é claro, rebolado e coreografias, afinal não fazem nada da vida, a não ser assistir Beyonce e Shakira o dia inteiro em casa, só pode. Como se não bastasse vê-las o tempo inteiro na boate e no BA.
Vamos estudar pessoal, ser alguém na vida. Eu já alertei que o tempo passa pra todos, vejam o caso de Cellus, Andrezza, Marcos Melo, Heackel [risos], eu disse que não falaria deles, né? Desculpe!
No mais, vamos lutar por ambientes melhores, somos um publico pagante e exigente. Ao invés de criticar por criticar, dêem soluções.
Um exemplo: Frankstein, o dono do Beco, deve ser cobrado por bons serviços, respeito, melhorias no ambiente, junto com todos os outros proprietários de bares no Beco, afinal estamos pagando e merecemos o melhor. Ou não?!
É um dever deles prestar bons serviços e direito nosso, tê-los, já que pagamos por isso, ou seja, investimos!
Pensem nisso e não deixem de prestigiar Gina, Suzzy e Valerie, a liga do bem... Imaginem quem são as do mal (???) rsrs!!! Falando nisso, preparem-se pra noticias sobre os projetos das meninas do BA, para um espetáculo teatral... Promete!

Até mais...

domingo, 25 de maio de 2008

PODEM POSTAR COMENTÁRIOS A VONTADE!!! LIBERADOS ATÉ PRA COMENTÁRIOS ANÔNIMOS... ATÉ MAIS!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Representantes de plástico!

Enfim estou escrevendo um texto mais otimista em relação ao meio GLS e seus ambientes de entretenimento na noite de Salvador. Isso porque no último sábado (10) eu mais uma vez fui acompanhar o desempenho de nossas amadas transformistas, gogoboys e afins.
Qual não foi minha surpresa ao ver uma performance muito legal de Andrezza Lamarck e Nathalya Strayke, além do gogoboy Cristóvão, oops, Bob...
Pois bem, uma noite legal, com um show curto, porém dinâmico, vivo, sem aquele típico marasmo da velha Tropical News. Até mesmo nossa anfitriã estava afiada com a platéia e Marccelus, sorridente e simpático, coisa que normalmente não acontece, sendo ele o defensor dos gays fracos e oprimidos, o super-herói da causa homossexual ou o sopro de fôlego no cenário artístico gay, nada mais do quê uma obrigação.
Sim, sim, mas agora vamos as críticas, afinal acredito que a minha iniciativa esteja surtindo efeito e assim como estou sendo justo – a César o que é de César – assim vou continuar.
Uma coisa me deixou intrigado nesse show, a “eleição” de Cristóvão, oops, Bob, para ser o gogo que representaria a Bahia na Parada Gay de SP. Isso porque eu me perguntei: “Por onde anda JeffBoy?” o “às” de copas da Tropical. Confesso que ele é um gogoboy bem grande, mas dançando é um fracasso. Já o tal de Bob, dança bem, tem um belo corpo e não tem cara de que foi pego nas vielas da Cidade Baixa. Nada contra as vielas da Cidade Baixa, nem quero dizer que Jeff tenha cara de “moleque”... acho que vocês me entendem... [risos]
Ai minha gente, meu povo brasileiro, porque os “representantes” gays são tão medíocres? Quando não são “super-moleques” a base de anabólicos, são drags falidas, ou personalidades de fundo de quintal!
Onde nós estamos entregando o futuro da sociedade gay dessa cidade, desse estado, desse país? Fico pensando que espécie de representantes elegemos, aliás, eu nunca elegi ninguém. E vocês?
Vamos pensar melhor nesse assunto, já está mais do quê na hora de parar de curtir um pouco e pensar no futuro para os gays no Brasil, seus direitos, deveres e principalmente lutar por respeito e segurança.
Reflitam sobre os negros, por exemplo. Apesar de terem sido perseguidos, escravizados, marginalizados e ridicularizados por anos, não escolheram por representantes pessoas idiotas, ignorantes, mendigos, ladrões, assassinos nem todo o extenso grupo de figuras estereotipadas referentes à raça, para lideranças, representantes ou membros de suas associações.
Diferente do que fazem os gays, que parecem querer, propositalmente, escolher todo tipo de estereotipo homossexual para representar-nos diante da sociedade, reforçando chavões, como “promíscuos”, “indecentes”, “bichinhas”, “barraqueiros” proferidos pelos preconceituosos de plantão e mais uma série do que para alguns, só podem ser elogios.
Então é isso, até o próximo texto e aos meus queridos leitores deixem seus comentários aqui, também preciso de um feedback, de vez em quando, obrigado!

sábado, 3 de maio de 2008

Welcome to Bahia!

Em meio a uma rasgação de seda de dar enjôo, Andrezza Lamarck começa mais um show na Tropical. A vítima das frases feitas e repetitivas do transformista, foi o coroa metido a malhado, metido a empresário, metido a jornalista, metido a militante da causa GLS, mas o mais importante titulo, o paulista Celus!
Isso mesmo, ele é paulista e como enfatizou Lamarck “Paulista de São Paulo (?)”. Depois do caso do coordenador do curso de medicina da UFBA eu fiquei pensando: ele deveria andar mais por São Paulo, assim descobriria que a falta de neurônios transcendem as fronteiras de Salvador, vide os maus exemplos que vêm de lá pra cá.
O transformista/ apresentadora do ”trash show” da Tropical, foi só elogios por longos e intermináveis minutos. Por um momento pensei que fizesse tudo parte de uma grande peça. Se assim fosse, ao menos, seria um sopro de novidade em meio aquela pasmaceira de músicas repetidas, velhas, sem-graça, além de garotinhos anêmicos, sem estilo, sem talento que o CAÇADOR, de talentos, Haeckel insiste em chamar de gogoboys.
Andrezza, realmente não se contenta em ser ultrapassada e chata, isso prova o quanto um microfone pode ser uma arma letal na mão de gente inexperiente, egocêntrica e convencida a manter mudo o seu público. Ontem, porém sem o auxilio dessa ferramenta importantíssima, pudemos ver uma “apresentadora” sem expressão, fraca diante do público, abafada em meio à decepção de mais um show apático.
Contudo, houve um momento de glória. A participação de um transformista, que segundo Lamarck, veio da Holanda passar as férias no Brasil, salvou a noite: música legal, uma transformação bem feita, uma dança bonita, graça e sensualidade com samba na ponta do pé. Ah, e um belo biquíni emprestado por Lamarck, aconselho que seja dado, afinal se a apresentadora se propuser a usar aquela peça algum dia, espero estar cego!
Mas como tudo na Tropical News tem que deixar recordações pavorosas em seus shows, outro transformista do século passado encerrou a noite com uma apresentação tão ultrapassada quanto ele. Gente aposentadoria já existe, viu?! E chega pra todo mundo.
Enquanto isso no Portal Marccelus pode-se esperar uma cobertura melosa, fantasiosa, um texto repleto de erros primários, sem vida e, é claro, fotografias mal tiradas, mal editadas, mal focadas... Só pra lembrar: aposentadoria já existe! Já passou da hora! Como eu sempre digo: quer fazer, faça bem feito. Quanto as minhas críticas, são construtivas, espero que ajudem vocês a mudarem esse cenário ridículo que vocês criam e alimentam como animais, no caso peçonhentos.
Microfones, sites, a comunicação como um todo pode ser muito melhor aproveitada na mão de gente comprometida e competente. Não pessoas egocêntricas que buscam esconder nessa “fama” no escurinho da boate e do anonimato da internet a frustração de quem não atingiu seus objetivos, seus anseios ou se escondem debaixo da máscara de falsos artistas.
No mais, Celus, seja bem vindo! Rsrsrs... Até mais...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Fala Sério!!!

Chegou a um ponto realmente difícil de suportar! Como é que pode um portal como o Marcelus ser tão, patético? Essa exaltação barata a uma boate como a Tropical "News" que de news, só tem o nome, afinal a decoração é péssima, as transformistas como a tal Andrezza Lamarck são repetitivas, chatas, cansativas, exceto algumas é claro, que acredito eu, por serem criativas nem aparecem muito por lá...
A Tropical é uma mistura de transformistas "antigas" que não acompanharam a evolução da espécie, um proprietário, até simpático, mas tão ultrapassado quanto o todo da boate e um ‘DJ’ residente que por vezes abandona as pick-ups e saí alegremente pela boate e deixa aquelas músicas dos tempos de "Queridos Amigos" tocando sem parar.
Graças a Deus existe o DJ Chiquinho "Uh!".
Ai Senhor, as pessoas no meio GLS precisam acordar para as mudanças, até alguns supostos militantes da causa, que criam portais por aí, afinal a internet é uma terra sem lei, onde qualquer pessoa escreve o que quer, sem tirar meus próprios méritos é claro, mas não vamos abusar. Nem da paciência dos gays, nem da boa vontade de poucos, nem assassinar a boa e velha língua portuguesa...
“Fui militante nos anos 80, 90 e blá blá blá...” Não adiantou nada, né? Porque bastou um pouquinho de notoriedade nesse ‘ambientezinho’ pérfido que muitos ajudam a manter, para tudo isso ficar no passado e qualquer moleque de hoje em dia, bixinha de 15 anos do Beco dos Artistas, alcançar o ilustre patamar de “Celinhus” com seu vocabulário “rebuscado” cheio de gírias de péssimo gosto, atitude “amadurecida” ao abordar com maestria a futilidade e opiniões inovadoras que traram fôlego a essa causa, sobre os gogoboys e seu “seleto” júri na Tropical na hora de escolher um molequinho semi-analfabeto!
Vamos acordar de manhã com um belo banho frio de realidade e enxergar algo além do supérfluo? Está na hora, não?

A ilusão artística e financeira que é ser Gogoboy da Tropical, ou garoto Tropical ou qualquer outro diabo da Tropical... Vamos valorizar mais as mentes e menos o corpo minha gente. No final das contas usaremos cinta que nem a Andrezza, seremos fofinhos e carecas, quem sabe até de dentadura... rsrs!!! Desculpe, me empolguei!

Frase do dia: ““MENS SANA IN CORPORE SANO”= “MENTE SÃ EM CORPO SÃO”

E não ao contrário! Vamos cuidar das mentes, assim escrevemos menos besteira, falamos menos besteira e se por ventura, com essa influência, já mencionada acima, PATÉTICA, se alguém quiser militar, é bom saber se expressar e comunicar primeiro. A não ser que juntemos meia dúzia de “gogo’s isso” e “garotos aquilo” e vamos às ruas quebrando a cara de todo mundo...

São tantos assuntos a se tratar aqui... ai,ai... Até mais...