sexta-feira, 18 de julho de 2008

Um voto de confiança!

Essa semana estava conversando com um grande amigo meu. Engraçado, estávamos no Beco dos Artistas, falando sobre assuntos sem muita importância, quando repentinamente, ele começou uma conversa sobre adoção de crianças por casais homossexuais. Vindo dele, que é como é, me pareceu meio estranho, mas...
Pois bem, continuamos tratando daquele tema, quando ele me disse uma coisa interessante. Que provavelmente algumas leis mudariam a estrutura de vida social de muitos gays, como conhecemos hoje em dia. Fiquei meio confuso até que ele me explicou, que garantindo direitos normais a qualquer cidadão e dando liberdade sexual plena, através de uma espécie de “voto de confiança” aos homossexuais, nós galgaríamos mais um degrau pra fora dos guetos escuros, dos bares cheios de fumaça e fechação já habituais.
Estaríamos destinados à evolução! A termos responsabilidades e menos futilidades, mas direitos e deveres, menos libertinagem. Afinal é o que realmente falta aos gays. Um pouco de prumo, de direção, de alguns alicerces.
Direitos quanto à união estável, a adoção, a liberdade com segurança e tantas outras mudanças, certamente farão diferença no atual cenário gay, mas também traçarão a partir daí um novo rumo para a cultura GLBT existente. Provavelmente uma perspectiva mais positiva do futuro em relação ao que ele nos parece atualmente.
Em meio a está mesma conversa discutimos sobre como as coisas estão mudando rápido e até então para pior. Não que sejamos pessimistas, mas somos jovens de 23 anos que já podemos notar como tudo está cada vez mais precoce, como as “bichinhas” novas, cada vez mais novas, estão fora de suas casas, da realidade que nos cerca e sem bases que os possam apoiar nessa caminhada rumo ao auto-conhecimento.
Se grande parte das famílias não apóiam seus parentes homossexuais, hoje em dia no ambiente gay que aí está, cada vez mais degradado, não se encontra mais nem amigos leais ou “boas companhias”, mas sim, uma dúzia de “viadinhos” que só falam de grifes, cultura pop em geral e não pensam nem um pouco nos próprios futuros e no quê está reservado para eles quando esse tempo for o presente.

Até mais...

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