sexta-feira, 19 de junho de 2009

Vamos refletir um pouco...


A vida é tão engraçada. Às vezes tenho a nítida sensação de que alguém está brincando conosco e que somos meros fantoches, verdadeiros ‘Légos’ nas mãos de uma criança muito esperta que vai ajustando cada peça como um quebra-cabeças, com o simples objetivo de nos ensinar algo novo a cada dia.
Fico me perguntando por que chorar tanto, porque pensar tanto, porque viver tanto? Quando ao mesmo tempo sei que todas essas respostas nos levam para um único caminho de crescimento e amadurecimento. Sinceramente eu não sei se de fato tudo isso, todo esse desenvolvimento, tem serventia, mas no final das contas vamos acabar descobrindo em nossas individualidades que tudo tem um sentido especial.
Amar você, odiar você, lhe desprezar... São só mais sentimentos com início, meio e fim. Acredito que a única coisa no mundo que de fato não acaba é a vida. Não a nossa vida, individual, pessoal, mas essa grande vida que acolhe todos nós. Que nos ensina, nos mostra, nos prova, nos corrige, nos amedronta e nos dá força.
Agora eu posso estar rindo, amanhã chorando, uma hora te amando e outra te querendo longe, mas o que vale é sentir, qualquer sentimento, antes que seja tarde demais para senti-lo. Experimentar cada gosto, ver cada rosto na luz desse sol forte que nos aquece e abraçar quem você quiser pra te aquecer no frio.
Boa sorte pra você que ama, para quem não ama, pra quem é amado, pra quem não é! Nossa sorte não está nos outros, mas em nós mesmos, nem tão dentro quanto parece, mas nos gestos que fazemos para a vida e para a sua pequena, grande criança jogando conosco. Esse que muitos chamam de Deus, de Pai, de Senhor. Eu prefiro não nomeá-lo, visto que nem no livro sagrado há de verdade um nome para Ele.
Eu prefiro senti-lo a cada dia, me abrir e receber Dele a energia, a força, a coragem, o amor. Os sentimentos mais novos e puros que me fazem esquecer desavenças, abrir os olhos, ver o que é bom e ruim para mim e para os outros. Afastar quem não me quer, não do jeito que quero, mas como eu mereço. Porque nessa caminhada até aqui, eu aprendi que eu sou muito importante para muitos e mereço Dele, e de qualquer um, as melhores coisas dessa vida e da outra!

Amém!

sábado, 30 de maio de 2009

“A César o que é de César!”

De volta ao planeta dos macacos. Estava eu no conhecido Bar de Geraldo, quando meus queridos amigos me fazem um convite: “Vamos para Off?!”. Confesso que não ouvia essa proposta há séculos, e eles sabem que eu não gosto muito de lá, mas era somente eu, contra muitos, então resolvi aceitar.
A princípio era tímido ainda o movimento na boate mais badalada do cenário LGBT em Salvador, mas poucos minutos depois, como é de práxis a Off Club estava bombando. Milagrosamente, caras novas, músicas atuais, a mesma batida de sempre, mas ainda assim, empolgante e dançante.
O público da boate realmente sabe se divertir, ao contrário de mim, que continuei entediado com tudo, mas atento as novidades e a qualidade da casa. Confesso que senti um pouco mais de organização, o clima estava leve, os profissionais antenados, exceto por alguns seguranças um tanto impacientes, vamos dizer assim...
Em meio às coisas de sempre das boates, e uma iluminação muito legal e bem feita (não posso deixar de ressaltar). O gogoboy Tony Fernandes e a gogogirl Perlla Miranda, orquestrados, produzidos e principalmente assessorados por Régis Guedelha, deram um show de qualidade. Uma das coisas mais acertadas dentro da Off Club é o trabalho feito por Régis, afinal não se encontram facilmente gogos que saibam realmente dançar e acima de tudo carismáticos como os produzidos por ele.
Esse trabalho pode ser conferido no perfil do Orkut criado por Régis para divulgar, decentemente, o trabalho de seus profissionais, no Top Gogos Brasil! Um trabalho feito com respeito a nós homossexuais, que somos os consumidores diretos e principais desse serviço. Inclusive em meio a essa mistura de gays, conheci dois americanos que elogiaram muito a casa e também ressaltaram a produção dos gogos da boate.
Para a Off Club e seus “offeiros” só posso dizer que a mesma, continua de qualidade e, graças a Deus, deixando o seu legado de evolução e aprimoramento constante para outras casas de Salvador que parecem estar tomando seu rumo, exceto pela qualidade dos gogoboys... Rs! Mas isso não é pra todo mundo... Rs!
“A César o que é de César!”

Até mais...

sábado, 28 de março de 2009

Boneco Inflável!

Todo mundo aqui já leu coisas que escrevi sobre diversos assuntos. Desde as mesmices da Tropical News, até os gogo’s made in submundo do promoter Heackel. Pois estou aqui para mais comentários desse tipo. Dessa vez bem mais indignado do quê antes!
Estava esses dias com um amigo meu e ele me contou uma história muito desagradável. Ele me disse que no segundo dia de carnaval foi agredido por dois rapazes malhados. Conversa vai e vem e eu questionei mais sobre o fato. Resumindo ele foi confundido com um ladrão pelos meninotes e um deles simplesmente já foi dando um murro no meu amigo sem nem mesmo saber se era ele, ou não, o criminoso de fato. Lembrando que isso tudo com a presença da polícia.
Bem, em meio à confusão, foram todos parar num módulo e o meu amigo rotulado de ladrão de um “batidão”. Contudo com os ânimos mais calmos o agressor e seu companheiro perceberam que haviam se enganado, mas inocentemente meu amigo preferiu não processá-los ou exigir que fossem detidos, como sugerido pela polícia.
Infelizmente vocês não conhecem esse meu amigo, não seria possível imaginar ele roubando aqueles dois marombados, nem mesmo usando um “batidão”, detalhe, em meio a conversa eu descobri que conhecia o agressor e o cúmplice. Inclusive um deles tem almejado um cargo de gogoboy no mundo gay.
Mas vejam só quem pretende dançar no ponto mais alto da boate, rebolar e se exibir, enquanto nós ficamos ali, babando sobre eles, esperando uma só oportunidade de agarrar aqueles deuses. Não deixo de reconhecer a imagem marcante dos gogoboys na cultura GLBTT, mas me poupem. Um carinha que apóia outro a socar uma pessoa por ACHAR que foi ela que fez isso ou aquilo, lembrando que esse meu amigo além de gay é negro. Será que não há algo muito estranho nessa história? E se eles estivessem armados? Matariam e depois pediriam desculpas?!
Meu amigo está super constrangido onde mora, afinal vários de seus outros amigos e vizinhos estavam por lá quando ocorreu o fato e as informações desse tipo se espalham como poeira no vento. Quem vai dizer que ele não é o ladrão agora? Quem vai retirar o soco dado? Por isso estou tão revoltado, usando pseudônimo ou não como muitos ficam escrevendo aqui, mas expondo idéias e pensamentos, opiniões e criticas com o objetivo de serem construtivas para quem quer que seja.
Sem querer generalizar, alguns desses gogoboys não passam de produtos. Bonecos infláveis que enchem os olhos e nada mais, inclusive se fazem de héteros e nós bem sabemos onde vão parar com esse papo. Mais vão todos e fiquem pelos corredores da Off Club, na porta da Tropical, esgueirando-se pelo Beco dos Artistas atrás deles, enquanto pelas ruas afora eles são mais um monte de molequinhos que querem arrancar dinheiro de gays, humilhar muitos deles nas ruas onde moram ou agredí-los sem motivos aparentes como fizeram com o meu amigo.
Volto a dizer e baterei nessa tecla enquanto for possível e necessário: se não começarmos a nos respeitar, exigir respeito e demonstrar um pouco mais de amor próprio e dignidade vamos nós mesmos continuar a alimentar essa violência, o preconceito e degradar cada vez mais os ambientes que freqüentamos, até que eles não sejam mais seguros, não sejam mais agradáveis, não sejam mais nossos!

Até mais...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Comunidade carente...

Olá para todos, estou de volta! Não é que as minhas previsões se fizeram reais?! Estamos chegando cada vez mais perto da real decadência. Não mais suposições ou especulações sobre o futuro GLBTT de Salvador e sim fatos.
A mesmice gay é tanta que nem mesmo o “beijaço” do GGB fez efeito. Passou o tempo que essas manifestações chocavam. Isso porque ninguém mais leva os gays a sério e toda essa aparente ideologia política nada mais é que um monte de bichas querendo fazer palco, bater peitos e cabelos em frente ao Iguatemi.
Depois de tanto tempo sumido os assuntos ficam amontoados na minha mente e quero soltá-los de uma só vez, sem ser prudente fazê-lo. Por isso vou deixar minhas avaliações sobre o “beijaço” de lado para falar sobre o Beco dos Artistas, mais precisamente sobre o bar Camarim.
Até as menos informadas já sabem do triste fim dado ao bar, que será destruído para a construção de um estacionamento. Pois é amigos, uma longa história de acontecimentos pessoais, descobertas e momentos únicos vão virar pó muito em breve. Volto a fazer mais das minhas previsões... Podem esperar para ver o Beco sumir e levar junto com ele muitos outros ambientes pelo Centro da cidade.
Foi deprimente ver a despedida do bar, apesar de não ir muito com a cara do dono Frankstein, tenho de admitir que fará muita falta, não ver Gina, Valerie e Suzy se apresentando por lá. Além do mais a omissão do GGB. Num momento de realizar um protesto importante, o Grupo reúne meia dúzia de viados se beijando contra o Shopping da intolerância, o Iguatemi, quando deveria ter focado num fato trágico que é o fechamento do Camarim.
Mas como bem sabemos, novamente os orgulhos, egos e bicos dessas bichas que se sentem as lideres religiosas dos gays, acima do bem e do mal e é claro, finas demais para tratarem do tema, falaram mais alto do que as necessidades de toda uma comunidade. Pela milésima vez ficamos órfãos de lideranças, de organização, de iniciativa e principalmente de respeito.
Cada dia que passa, sinto que estamos regredimos mais e mais. Com certeza o Beco dos Artistas não é mais o mesmo. Há tempos atrás lá se encontravam grupos de amigos, paqueras saudáveis, gente legal e de bom papo. Hoje dezenas de adolescentes, com fardas de colégios, com pirulitos na boca, rebolativas, dizendo frases feitas, afetadas, mas o pior de tudo: ignorantes, promiscuas e mal educadas.
Tenho refletido esses dias e cheguei à seguinte conclusão: educação é a base de tudo, acredito que inclusive para a construção de uma comunidade gay mais unida, engajada, comprometida, respeitosa com sigo mesma, com os outros e principalmente, ciente de seus direitos, deveres e de seu papel como cidadãos do mundo dentro dessa sociedade tão carente de bons pensamentos e idéias.

Ate mais ...