quinta-feira, 24 de julho de 2008

Aplausos para Ginna, Valerie e vaias ao Camarim!

Ontem eu cheguei atrasado, mas consegui me divertir muito com as loucuras de Ginna D’Mascar (com dois ‘n’ agora). Uma noite de muita risada e aplausos, espontâneos, diferentes do que se ouve na Tropical News!
Pois bem, momentos como o “Mãozinhas, mãozinhas” e a apresentação da profissionalíssima, Valerie O’Rarah, foram muito legais. E falando na Valerie, ela agora está à frente do “Salto Alto” no Oxente Salvador o que promete muita competência e diversão.
Contudo houve momentos “over’s” ontem à noite, em especial no bar Camarim, onde mais uma vez presenciei uma cena de grosseria por parte do proprietário que, provavelmente, por não confiar em seus funcionários e quiçá na própria sombra, inventou de ficar no caixa.
Pra quê se propor a atender clientes se não têm o menor tato e educação para tal função? Ele foi super ignorante com um CLIENTE e eu fico me perguntando: "porque as pessoas ainda não se indignaram com isso?", afinal não é a primeira vez que ele protagoniza cenas do tipo. Isso é coisa de gente mal amada, porque ele tem bons motivos ($$) para nos tratar muito bem.
Logo depois, enquanto assistia e me divertia com a Ginna, eu pensei em algumas coisas que estarei divulgando aqui em breve, inclusive pretendo revelar minha identidade e acredito que algumas pessoas vão se surpreender com isso. Dentre essas coisinhas, está também uma idéia pra criar uma semana ou dias específicos, quem sabe, para abordar temas ligados diretamente a cultura GLS, no Beco dos Artistas, transformando aquele ambiente num lugar de entretenimento de qualidade e informação.
Ouvi rumores por lá de um abaixo-assinado para o fechamento do espaço por causa das reclamações dos moradores. Segundo informações que eu consegui o espaço “Beco dos Artistas” pertence a uma família de advogados, ou seja, donos do local, que se beneficiam de todos os aluguéis dos bares e/ou boates.
É de se imaginar que será uma briga feia até conseguirem alguma coisa com essa mobilização, porém não tiro a razão dos moradores dali. Está mais do quê na hora de trazer um pouco de vida aquela escuridão que é o BA e quem sabe fazer isso durante o dia. Nada por ali acontece pela tarde. Porquê?
Quem sabe mesas-redondas, debates, mostras de artes de todo tipo. Vamos por as cabeças pensantes do meio GLS para trabalhar e pararem de badalação. Todo mundo quer entrar na boate de graça, ter passe livre no Marujo, dançar e se exibir no Camarim, mas usar de suas conquistas pra impulsionar pra cima os alicerces que faltam entre os gays, ninguém quer.
Será que é receio de serem pegos, descobertos em suas futilidades e mentes improdutivas, incapazes de formular uma idéia e por em prática um projeto de real valor?

Veremos... Até mais...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Um voto de confiança!

Essa semana estava conversando com um grande amigo meu. Engraçado, estávamos no Beco dos Artistas, falando sobre assuntos sem muita importância, quando repentinamente, ele começou uma conversa sobre adoção de crianças por casais homossexuais. Vindo dele, que é como é, me pareceu meio estranho, mas...
Pois bem, continuamos tratando daquele tema, quando ele me disse uma coisa interessante. Que provavelmente algumas leis mudariam a estrutura de vida social de muitos gays, como conhecemos hoje em dia. Fiquei meio confuso até que ele me explicou, que garantindo direitos normais a qualquer cidadão e dando liberdade sexual plena, através de uma espécie de “voto de confiança” aos homossexuais, nós galgaríamos mais um degrau pra fora dos guetos escuros, dos bares cheios de fumaça e fechação já habituais.
Estaríamos destinados à evolução! A termos responsabilidades e menos futilidades, mas direitos e deveres, menos libertinagem. Afinal é o que realmente falta aos gays. Um pouco de prumo, de direção, de alguns alicerces.
Direitos quanto à união estável, a adoção, a liberdade com segurança e tantas outras mudanças, certamente farão diferença no atual cenário gay, mas também traçarão a partir daí um novo rumo para a cultura GLBT existente. Provavelmente uma perspectiva mais positiva do futuro em relação ao que ele nos parece atualmente.
Em meio a está mesma conversa discutimos sobre como as coisas estão mudando rápido e até então para pior. Não que sejamos pessimistas, mas somos jovens de 23 anos que já podemos notar como tudo está cada vez mais precoce, como as “bichinhas” novas, cada vez mais novas, estão fora de suas casas, da realidade que nos cerca e sem bases que os possam apoiar nessa caminhada rumo ao auto-conhecimento.
Se grande parte das famílias não apóiam seus parentes homossexuais, hoje em dia no ambiente gay que aí está, cada vez mais degradado, não se encontra mais nem amigos leais ou “boas companhias”, mas sim, uma dúzia de “viadinhos” que só falam de grifes, cultura pop em geral e não pensam nem um pouco nos próprios futuros e no quê está reservado para eles quando esse tempo for o presente.

Até mais...